domingo, 2 de outubro de 2011

Debora keer

DEBORAH KERR

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Informações

Nome Batismo: Deborah Jane Trimmer
Nascimento: 30 Set 1921
Local Nascimento: Helensburgh, Escócia, UK
Falecimento: 16 Out 2007
Local Falecimento: Suffolk, Inglaterra, UK
Causa Falecimento: Mal de Parkinson
Altura: 1.70 m

Filha de Arthur Kerr-Trimmer, um militar que combatera na I Guerra Mundial, Deborah foi uma criança tímida e insegura. Entretanto, seu amor pela obra de Shakespeare, fez com que ela se interessasse pelo teatro e, contando com a ajuda da tia, uma profissional do rádio, conseguiu estrear no teatro londrino aos 17 anos.

Suas boas atuações chamaram a atenção do produtor Gabriel Pascal, o que a levou a estrear no cinema em 1941, com o filme "Major Barbara", cujo ator principal era o grande Rex Harrison. Em pouco tempo, tornou-se uma das principais estrelas do cinema britânico, o que a levou, em 1947, a ser contratada pela Metro-Goldwyn-Mayer para contracenar com Clark Gable e Ava Gardner no filme "Mercador de Ilusões", sua primeira experiência hollywoodiana.

A partir daí, Deborah atuou em quase 50 filmes, conseguindo o reconhecimento internacional. Em 1953, estreou na Broadway com a peça "Chá e Simpatia", a qual três anos depois ela a interpretou no cinema, sob a direção de Vincente Minnelli. Por seis vezes, Deborah foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz, mas, só em 1994, a Academia a agraciou com um Oscar pelo conjunto de sua obra.

São inesquecíveis suas atuações em filmes como "A Um Passo da Eternidade", famoso pelo beijo que protagonizou com Burt Lancaster na areia da praia, "O Rei e Eu", "O Céu por Testemunha", "Tarde Demais Para Esquecer" e "Vidas Separadas".

Em 1969, decidiu deixar o cinema e morar na Suíça. No período que se seguiu até 1986, Deborah participou de algumas peças teatrais e de uma meia-dúzia de séries e filmes para a televisão britânica.

Em 28/11/1945, casou-se com Anthony Bartley, de quem se divorciou em 1959 e com quem teve duas filhas, Melanie Jane e Francesca Ann. Em 23/07/1960, casou-se com o escritor e roteirista Peter Viertel.

Filmografia Atriz

A NOITE DO IGUANA (1964) The night of the Iguana
A RAINHA VIRGEM (1953) Young Bess
A TORTURA DA SUSPEITA (1961) The naked edge
A UM PASSO DA ETERNIDADE (1953) From here to eternity
AS MINAS DO REI SALOMÃO (1950) King Solomon's mines
BOM DIA, TRISTEZA (1958) Bonjour tristesse
CASSINO ROYALE (1966) Casino Royale
CHÁ E SIMPATIA (1956) Tea and sympathy
CREPÚSCULO VERMELHO (1959) The journey
INVERNO DA ALMA (1947) If winter comes
JÚLIO CÉSAR (1953) Julius Caesar
MERCADOR DE ILUSÕES (1947) The hucksters
MESMO ASSIM EU TE AMO (1959) Count your blessings
MEU FILHO (1949) Edward, my son
MOVIDOS PELO ÓDIO (1969) The arrangement
NARCISO NEGRO (1947) Black Narcissus
O CÉU POR TESTEMUNHA (1957) Heaven knows, Mr. Allison
O FRUTO DO PECADO (1956) The proud and profane
O OLHO DO DIABO (1966) Eye of the devil
O PRISIONEIRO DE ZENDA (1952) The prisoner of Zenda
O REI E EU (1956) The King and I
OS INOCENTES (1961) The innocents
PELO AMOR DE MEU AMOR (1955) The end of the affair
PEREGRINOS DA ESPERANÇA (1960) The sundowners
PRUDÊNCIA E A PÍLULA (1968) Prudence and the pill
QUO VADIS (1951) Quo Vadis
TARDE DEMAIS PARA ESQUECER (1957) An affair to remember
VIDAS SEPARADAS (1958) Separate tables

Premiações (Filmes que assisti)

PEREGRINOS DA ESPERANÇA (1960) Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA Prêmio de Melhor Atriz
O CÉU POR TESTEMUNHA (1957) Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA Prêmio de Melhor Atriz
NARCISO NEGRO (1947) Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA Prêmio de Melhor Atriz
O REI E EU (1956) Prêmios Globo de Ouro, EUA Prêmio de Melhor Atriz em um Musical ou Comédia

Indicações

PEREGRINOS DA ESPERANÇA (1960) Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA Oscar de Melhor Atriz
PEREGRINOS DA ESPERANÇA (1960) Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra Prêmio de Melhor Atriz Britânica
O CÉU POR TESTEMUNHA (1957) Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA Oscar de Melhor Atriz
O CÉU POR TESTEMUNHA (1957) Prêmios Globo de Ouro, EUA Prêmio de Melhor Atriz em um Drama
VIDAS SEPARADAS (1958) Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA Oscar de Melhor Atriz
VIDAS SEPARADAS (1958) Prêmios Globo de Ouro, EUA Prêmio de Melhor Atriz em um Drama
MEU FILHO (1949) Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA Oscar de Melhor Atriz
MEU FILHO (1949) Prêmios Globo de Ouro, EUA Prêmio de Melhor Atriz em um Drama
O REI E EU (1956) Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA Oscar de Melhor Atriz
CHÁ E SIMPATIA (1956) Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra Prêmio de Melhor Atriz Britânica
A UM PASSO DA ETERNIDADE (1953) Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA Oscar de Melhor Atriz
PELO AMOR DE MEU AMOR (1955) Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra Prêmio de Melhor Atriz Britânica

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

quarta-feira, 27 de julho de 2011

10 personalidades que mudaram a mídia

10 – Marta Suplicy, Senadora ex mulher de Eduardo Suplicy. Marta sempre foi uma mulher de fibra e desde quando esteve à frente de São Paulo mostrava uma pequena força que a unia ao humor, fato que ficou marcada em entrevista em que a própria disse ao povo: “RELAXA E GOZA”. A TV não poderia mais ser a mesma depois de tal acontecimento, afinal muitos paulistas e paulistanos devem ter quebrado seus aparelhos neste dia.

09 – Amy Whinehouse

Iniciou seu trabalho em 2003 quando ingressou na musica lançando seu primeiro single “stronger than me”. Sua carreira foi marcada por confusões e polemicas e entre uma e outra Amy fazia mais sucesso. Seu grande sucesso foi “Back to Black” em que a cantora recusava o tratamento contra drogas oferecido pelo pai. Surpreendentemente seu maior sucesso pode ser tido também como musica tema de sua precoce partida neste ano de 2011.

08 – Ronald Golias, De família humilde Ronald sempre demonstrou que pulsava forte em seu corpo a veia humorística. Foi e é considerado um dos maiores talentos do humor da TV brasileira. Entre personagens marcantes podemos destacar o atrapalhado Bronco que nos divertiu por nãos nas escolinhas das mais diversas emissoras, alem de nos ter animado as noites na “A Praça e nossa”. Ronald, infelizmente nos deixou no final de setembro de 2005, mas certamente as risadas que demos com suas piadas jamais serão apagadas.

07- Jô Soares é filho de empresário e queria ser diplomata quando criança. Para nossa sorte percebeu sua versatilidade atuando nos diversos setores de mídia, como ator, diretor, roteirista, apresentador entre outros. O apresentador querido admitiu sofrer de TOC. È poliglota, falando oficialmente cinco línguas em distintos níveis intelectuais. Atualmente JÔ é entrevistador e tem um excelente programa na rede globo.

06- Lady Gaga, o mundo não foi mais o mesmo depois de conhecer a cantora. Suas aparições são marcadas por roupas cada vez mais diferentes. As ultimas e talvez mais polemique foram uma roupa toca montada em carne bovina. E a de uma entrevista que a cantora concedeu, onde aparentemente estava nua.

05- Chico Anysio é detentor de um grande talento, e já realizou vários personagem na TV brasileira desde o “professor Raimundo” até” bento, o vampiro brasileiro”. Chico também já atuou como diretor, tendo assim trabalhado com outros grandes nomes do humor como, Paulo Gracindo e Costinha. Atualmente seu quadro vampiro brasileiro vai ao ar no programa zorra total.

04- Ivete Sangalo, o furacão baiano sem duvida mudou o conceito de musica em todo país. Desde seu surgimento Ivete se tornou a deusa de muitos que sonham e que já puderam receber um aperto de mãos da cantora. Atualmente mamãe, Ivete não deixou em momento algum sua carreira sendo ainda o grande sucesso que sempre foi. Ivete além de cantora já esteve no comando do programa “estação” da rede globo.

03- Ratinho, a televisão era um lugar pacato, onde dificilmente via-se a exaltação ao vivo de um apresentador. Isto teve fim com a ascensão de ratinho ao posto. Dentre suas grandes proezas estão às discussões com sua produção e a quebra de materiais de uso do programa como cadeiras e computadores. Conhecido por alguns como Carlos Massa, o apresentador já esteve na TV Record e atualmente esta no SBT diariamente.

02 – Chacrinha, também conhecido por Jose Abelardo Barbosa, foi um dos grandes ícones no que se diz sobre animar auditório. Criou bordões irreverentes e inesquecíveis como “teresinhaaa”. Nasceu na Paraíba, mas iniciou sua carreira na radio Tupi do Rio de janeiro. Na televisão estreou pela TV Tupi em 1956, passando também pela TV Rio, TV Globo e TV Bandeirantes. Em seu programa passaram jurados conhecidos, como Pedro de Lara e Elke Maravilha. Em 30 de junho de 1988, nos deixou, ficando suas lembranças e uma enorme saudade.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Cascatinha & Inhana foi uma dupla sertaneja formada por Francisco dos Santos (Araraquara, SP, 20 de abril de 1919 - São José do Rio Preto, SP, 14 de març de 1996) e Ana Eufrosina da Silva (Araras, SP, 28 de março de 1923 - São Paulo, SP, 11 de junho de 1981). Marido e esposa, juntos formaram uma das principais duplas sertanejas do Brasil. Suas mais famosas músicas foram Índia(1952) que os levou a um grande sucesso, e Colcha de Retalhos(1959).

Carreira

Nascidos no interior de São Paulo, desde cedo a dupla apaixonou-se pela poesia da música sertaneja. Francisco dos Santos já tocava bateria e violão e se apresentava cantando modinhas, canções e valsas românticas. Quando da chegada do circo Nova Iorque no município de Araraquara, Francisco conheceu o cantor Chopp e resolveu formar dupla com ele, adotando então o nome artístico de Cascatinha, nome de famosa cerveja da época, para estar de acordo com o nome do parceiro. Por essa época, Ana Eufrosina se apresentava como solista em um conjunto formado por seus irmãos. A dupla Chopp e Cascatinha se apresentava em circos. Francisco e Ana se conheceram e casaram em 1941. Formou-se então o Trio Esmeralda, com Chopp, Cascatinha e Inhana, nome artístico adotado por Ana. O Trio Esmeralda viajou para o Rio de Janeiro obtendo relativo sucesso. Receberam prêmios nos programas César Ladeira na Rádio Mayrink Veiga, Manuel Barcelos e "Papel carbono", este de Renato Murce, ambos na Rádio Nacional. Em 1942 o Trio se desfez com a saída de Chopp. Cascatinha e Inhana ingressaram então no Circo Estrela D'Alva, com o qual fizeram excursão pelo interior dos estados do Rio e de São Paulo, para onde retornaram. Em São Paulo continuaram a atuar em diversos circos, tendo permanecido por cinco anos no Circo Imperial.

Em 1947 se apresentaram na Bauru Rádio Clube, que primeiro apresentou a nova dupla em rádios, nos programas "Luar do sertão" e "Cirquinho do Benjamim". Em 1948, passaram a atuar na Rádio América em São Paulo. Em 1950, foram contratados pela Rádio Record onde permaneceram atuando por doze anos. Em 1951, estrearam em disco pela Todamérica cantando a canção "La paloma", de Iradier e Pedro Almeida, e a toada brejeira "Fonteiriça", de José Fortuna, um dos compositores favoritos de Cascatinha. Em 1952, gravaram aqueles que seriam dois de seus maiores sucessos, assim como da própria MPB. Eram a canção "Meu primeiro amor" de H. Gimenez com versão de José Fortuna e Pinheirinho Jr., e a guarânia "Índia" de J. Flores e M. Guerrero, com versão de José Fortuna. A guarânia "Índia" vendeu 300 mil cópias em seu primeiro ano de lançamento e até a segunda metade dos anos 1990 vendeu mais de três milhões de discos. "Índia" mereceu ainda diversas gravações ao longo do tempo como as de Dilermano Reis ao violão, Carlos Lombardi, Trio Cristas e Valdir Calmon e sua orquestra. Em 1973 Gal Costa regravou "Índia", que deu nome a seu LP daquele ano e que obteve grande sucesso. Cascatinha e Inhana receberam em 1951 e 1953 o Prêmio Roquette Pinto. Em 1953, gravaram a toada "Mulher rendeira" tema folclórico com arranjo de João de Barro.

Em 1954, receberam a medalha de ouro da revista "Equipe" e ganharam o slogan de "Os sabiás do sertão", devido aos recursos vocais e às agradáveis nuances desenvolvidos pela dupla. Em 1953, continuando a trajetória de sucessos, lançaram as guarânias "Assunción", de José Fortuna e Federico Riera, e "Flor serrana", de Daniel Salinas e José Fortuna. A partir dessa época, seus nomes estiveram ligados à música paraguaia. Em 1955, estiveram no filme "Carnaval em lá maior", de Ademar Gonzaga, onde cantaram "Meu primeiro amor", outro grande sucesso. No mesmo ano gravaram o bolero "Queira-me muito", de G. Reig e Serafim Costa Almeida, e o rasqueado "Iracema", de Mário Zan e Nhô Pai. Outra gravação do mesmo ano e que fez muito sucesso foi a toada "Despertar do sertão", de Pádua Muniz e Elpídio dos Santos. Em 1956, lançaram mais um disco com versões de compositores paraguaios: a canção "Recordações de Ipacaraí", de D. Ortiz e Z. de Mirkim, com versão de Juraci Rago, e a guarânia "Noites do Paraguai", de S. Aguayo e P. J. Carles com versão de Nogueira Santos. Em 1957, lançaram entre outras, a valsa "Santa Cecília", de Ado Benatti e Carlos Piazolli, e a toada "Tropeiro gaúcho", de Cascatinha e Bolinha.

Em 1959, lançaram outro de seus maiores sucessos, a guarânia "Colcha de retalhos", de Raul Torres. No mesmo ano, Cascatinha foi promovido a diretor artístico da Todamérica, descobrindo vários talentos. Ainda em 1959, Cascatinha e Inhana gravaram "Rede de taboa", de Elpídeo dos Santos. Em 1960, gravaram os boleros "Quero-te", de Jolmagn, e "Mal pagadora", de L. Valdez Leal e José Fortuna. Em 1962, lançaram a canção rancheira "Coração incerto", de Nico Jimenez e J. Santana, e o rasqueado "Fui culpado", de Zacarias Mourão e Sebastião Vitto. Em 1963, lançaram a guarânia "Fujo de ti" de Waldick Soriano e Jorge Gonçalves, e o rasqueado "Felicidade", de Barrinha. Em 1967, lançaram LP com destaque para "Vinte e cinco anos", de Nonô Basílio, "O menino do circo", de Eli Camargo, "Flor do cafezal", de Carlos Paraná e "A estrela que surgiu", de Zacarias Mourão e Mário Albanesi. Em 1970, lançaram "Amor eterno", de Alfredo Borba e Edson Borges, "Se tu voltasses", de Cascatinha e Carijó, "Como que te quero", de Alberto Conde e Nilza Nunes, e "Castigo", de Marciano Marques de Oliveira. Em 1972, alcançaram sucesso com "Olhos tristonhos", de Dora Moreno. Em 1978, apresentaram no Teatro Alfredo Mesquita em São Paulo espetáculo no qual contavam sua trajetória artística. Ao longo da carreira apresentaram-se em diversos estados brasileiros, cantaram em circos, teatros e gravaram cerca de 30 discos. Em 1996, a Chantecler, dentro da série "Dose dupla", lançou o CD "Cascatinha e Inhana", com 23 composições gravadas pela dupla, entre as quais, "Índia", "Solidão", "Meu primeiro amor" e "Colcha de retalhos".[1]

Por que o nome "Cascatinha e Inhana"?

Segundo Francisco dos Santos, o Cascatinha, em um programa do Viola Minha Viola, foi escolhido este nome para a dupla, pois seu apelido na juventude era justamente Cascatinha, e quanto à sua esposa Ana, "inhá" era uma forma de tratamento de respeito dado às mulheres, daí Inhana.

O apelido "Cascatinha" vem de quando Francisco morou na Fazenda Cascata, localizada no município de Garça-SP

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Rodolfo Valentino (1º amante latino)Rodolfo Valentino

Rodolfo ValentinoRodolfo Valentino (6 de maio1895 - 23 de agosto de 1926) foi um ator italiano radicado nos Estados Unidos da América. de

Além de ser uma das estrelas mais populares dos anos 20 (e do cinema mudo consequentemente), foi o primeiro símbolo sexual do cinema e protótipo do "amante latino" fabricado por Hollywood. Em 1913 imigrou da Itália para os Estados Unidos, tendo trabalhado como jardineiro e lavador de pratos. Em 1918 fez pequenos papéis em Hollywood. Sua fotogenia e habilidade como dançarino lhe garantiram um lugar no elenco de Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, em 1921, que o transformou em astro.

Carreira fílmica

Em 1917, Valentino juntou-se a uma companhia musical que viajou para Utah, onde ele acabou por se desvincular da mesma. Juntou-se então a Al Jolson na produção de Robinson Crusoe, viajando a Los Angeles. Em seguida foi a São Francisco com a peça Nobody Home. Lá, Valentino encontrou o ator Kerry Normando, que o convenceu a tentar uma carreira no cinema, ainda na época em que não havia cinema sonoro. Valentino, com Kerry como companheiro de quarto, voltou a Los Angeles e foi morar no hotel Alexandria. Continuou dançando, tendo como clientes mulheres mais velhas que lhe ofereciam luxos. Seu sucesso como dançarino o fez encontrar um quarto na Sunset Boulevard e começar ativamente a procurar papéis no cinema. Sua primeira participação foi no filme Alimony. Tendo participações menores em vários filmes, esforçou-se durante algum tempo para não ser somente chamado a fazer papéis de bandido ou gângster. Naquele tempo o maior astro era Douglas Fairbanks, com a tez justa e olhos claros, características que Valentino não possuía, e suplantado eventualmente por Sessue Hayakawa - o homem “exótico” mais popular.

Estrelato

Rodolfo Valentino.

Em 1917 retorna a Nova Iorque para uma visita, e acaba por conhecer Paul Ivano, que o ajudaria na carreira.

Ao viajar para Palm Springs, nas filmagens de Stolen Moments, Valentino leu a novela The Four Horsemen of the Apocalypse, de Vicente Blasco Ibáñez. Procurando um papel diferente , descobriu que a Metro havia comprado os direitos de produção da história. Em New York, procurou o escritório da Metro para falar com June Mathis, que acabou por selar uma espécie de paz entre Valentino e o diretor do filme, Rex Ingram.

Os quatro cavaleiro do Apocalipse foi lançado em 1921, transformando-se um sucesso comercial e crítico. Foi uma das primeiras películas a dar lucro de mais de $1.000.000 , assim como 0 6º melhor filme da era, em termos de venda.

A Metro parecia pouco disposta a reconhecê-lo como estrela, provavelmente devido à falta de fé do diretor Rex Ingram nele. Assim, o estúdio recusou-se a lhe dar um aumento de $350 semanais pelo filme Os quatro cavaleiro do apocalipse. Para que ele fizesse a continuação do filme, forçaram-no a participar de um filme B, chamado Uncharted Seas. E foi neste filme que Valentino conheceu sua segunda esposa, Natacha Rambova

Rambova, Mathis, Ivano e Valentino começaram a trabalhar no filme Camille , de Alla Nazimova. Valentino interpretou Armand, interesse do amor de Nazimova. O filme, na maior parte controlado por Rambova e de Nazimova, foi considerada demasiado vanguardista por críticos da época.

O último filme de Valentino para a Metro foi The Conquering Power. A aclamação da crítica recebida pelo filme fez bem ao caixa do estúdio. Após o lançamento do filme, Valentino viajou a Nova Iorque para encontrar-se com vários produtores franceses. Com ânsia pela Europa, onde se pagava melhor e havia mais respeito, Valentino retornou e prontamente encerrou seu contrato com a Metro.

Sheik

Depois de encerrar seu contrato com a Metro, Valentino se decidiu pelo estúdio de Jesse Lasky, mais focado em filmes comerciais. Mathis então juntou-se a ele, Ivano e Rambova.

Jesse Lasky pretendia capitalizar o sucesso de Valentino, e associou a ele o estereótipo do "Latin Lover". No filme The Sheik, Valentino interpretava o Sheik Ahmed Ben Hassan. O filme foi um sucesso e definiu não só a sua carreira, mas sua imagem e seu legado. Valentino tentou manter a distância do estereótipo de homem árabe.

Famosos produtores conduziram mais quatro filmes nesse segmento durante os 15 meses seguintes. Seu papel em Moran of Lady Letty era tipicamente de Douglas Fairbanks, porém percebeu-se que o seu caráter combinava mais com ascendência espanhola. O filme recebeu várias revisões, mas de qualquer maneira foi bem recebido.

Em novembro de 1921, Valentino trabalhou ao lado de Gloria Swanson em Beyond the Rocks, que possuía figurinos extravagantes. A revista Photoplay comentou que o filme era fora da realidade. Lançado em 1922, a película teve péssima aceitação da crítica. Anos depois de seu lançamento, Beyond the Rocks acabou sendo perdido, com exceção de um minuto de película. Em 2002, o filme foi "redescoberto" pelo museu holandês da película, e a versão restaurada foi liberada em DVD no ano de 2006.

Sangue e Areia (1922)

Também em 1922, Valentino começou a trabalhar com Mathis em outro filme, Blood and Sand ("Sangue e Areia"), co-estrelado por Lila Lee e Nita Naldi. Valentino interpretava um toureiro, cujo nome era Juan Gallardo. Acreditando inicialmente que o filme seria rodado na Espanha, Valentino descobriu que o estúdio planejou o lançamento em Hollywood, e que o diretor e a produção haviam sido mudados.

Após o término das filmagens, Valentino casou com Rambova, que descobriu então que ele era bígamo. A bigamia de Valentino se tornou um "sucesso" e o casal foi forçado a anular o casamento e se separar por um ano. Independente disso, o filme foi um sucesso, com críticas inclusive chamando o filme de obra prima. Blood and Sand se tornou um dos 4 mais rentáveis filmes de 1922, quebrando recordes de bilheteria, como por exemplo $37,400 em uma única vez no Rivoli Theatre.

Durante a separação forçada de Rambova, o par continuou trabalhando (separadamente) na produção de Mathis, The Young Rajah. Fragmentos deste filme ainda existem, tendo sido redescobertos em 2005. O filme não superou as expectativas e não teve uma boa performance financeira. Valentino colocou a culpa da falta de lucratividade do filme em sua separação de Rambova. Sem ela, Valentino retorna a Nova Iorque após o lançamento de The Young Rajah, sendo perseguido por repórteres constantemente. Ao mesmo tempo, Valentino pensou em não voltar aos estúdios de Jesse Lasky, mesmo ambos já tendo firmado contrato para o próximo filme, The Spanish Cavalier.

[editar] Mineralava Dance Tour

No final de 1922, Valentino conhece George Ullman, que viria a ser seu empresário. Ullman havia trabalhado com a Mineralava Beauty Clay Company, e os convenceu que Valentino era perfeito para ser orador, graças a sua legião de fãs.

A tour foi um tremendo sucesso, com Valentino e Rambova fazendo performances em 88 cidades nos EUA e Canadá. Além da tour, Valentino e Mineralava patrocinavam concursos e produtos de beleza. Um destes concursos foi filmado pelo jovem David O. Selznick, e intitulado Rudolph Valentino and His 88 Beauties.

Retorno aos filmes

Quando Valentino retornou aos EUA (com uma oferta da Ritz-Carlton Pictures - que trabalhava com Jesse Lasky - e incluía $7,500 por semana, controle criativo e filmagem em Nova Iorque), Rambova negociou dois filmes com Jesse Lasky e quatro com a Ritz Carlton. Valentino aceitou, desistindo de uma oferta italiana chamada Quo Vadis.

O primeiro filme com o novo contrato era Monsieur Beaucaire, onde Valentino interpretava o Duke de Chartres. O filme ficou ruim e a audiência americana achou "afeminado". A falha do filme, controlado por Rambova, é considerada a prova para Valentino bani-la de seus sets .

Em 1924, Valentino fez o último filme para os estúdios de Jesse Lasky, The Sainted Devil, agora perdido. Tinha figurinos diferentes e uma história fraca. Apesar disso, começou vendendo muito bem, tornando-se, logo, mais um desapontamento.

Com seu contrato cumprido, Valentino foi liberado por Jesse, mas obrigado a fazer os 4 filmes para a Ritz-Carlton. Seu filme seguinte foi The Hooded Falcon. A produção começou mal, Valentino pediu a Mathis que o re-escrevesse. Mathis levou isso como um insulto e não falou com Valentino por dois anos. Rambova começou a trabalhar como figurinista, e re-escreveu o script de Falcon. Valentino foi persuadido a filmar Cobra, com Nita Naldi, mas também impôs suas condições: só o faria se ele não fosse lançado antes de The Hooded Falcon.

Após filmar Cobra, o cast de The Hooded Falcon foi à França para a finalização do figurino. Depois de 3 meses, voltando à América, houve sensação devido a Valentino ter deixado a barba crescer para o filme. O grupo e os moldes foram preparados em Hollywood, mas muito do orçamento foi gasto somente na pré-produção. Devido à despesa pródiga de Valentino em trajes e em jogos, Ritz-Carlton terminou o negócio com a dupla (ele e Rambova).

Imagem

As mulheres o amaram e o pensaram como o ápice do romance. E assim os homens americanos foram oprimidos, tendo aversão a seus filmes. Como o tipo de Fairbanks era mais machão, Valentino acabou sendo visto como uma ameaça a todo o homem americano. Perguntaram em uma entrevista, a um homem comum, o que pensava de Valentino: “Muitos homens desejam ser um outro Douglas Fairbanks. Mas Valentino? Eu quero saber…”

Valentino era triunfantemente sedutor. Colocava os maridos como nada, ou simplesmente como mais um item doméstico. Homens podiam ser como Fairbanks, mas copiavam o olhar de Valentino. Um homem com cabelo para trás perfeitamente lubrificado foi chamado um “Vaselino”.

Sua sexualidade era posta em questão. Alguns dizem que era só porque usava pomada para o cabelo, ou porque usava roupas engomadas, o tratamento que dava as mulheres, seus pensamento sobre elas e a sua aparência parcialmente andrógina. Além disso, há rumores de que seus casamentos tenham servido como fachada para a sexualidade dos casais, enquanto ele manteria um relacionamento com um jornalista. Certamente, Valentino criticava duramente essas idéias.

[editar] Vida pessoal

Em 1919, antes da ascensão de sua carreira, Valentino casou-se impulsivamente com a atriz Jean Acker. Acker, que era lésbica, lamentou rapidamente a união e deixou Valentino fora de seu quarto na noite de núpcias. Separaram-se pouco depois, e o casamento acabou anulado por nunca ter sido consumado. Ficaram legalmente casados, porém, até 1921, quando Acker pediu o divórcio. Esse concedido, Acker ficou recebendo pensão. Apesar de seus comportamento disparatado e o uso do termo “Sra. Valentino” (um nome a que ela não teve nenhum direito legal), ambos foram amigos até sua morte.

Valentino conheceu Natacha Rambova (figurinista, diretora de arte e protegida de Nazimova) durante as filmagens de Uncharted Seas, em 1921. Os dois trabalharam juntos no filme Camille, onde tiveram um envolvimento romântico. Casaram em 13 de maio de 1922, no México, e Valentino foi condenado por bigamia (pois não estava divorciado por um ano cheio, segundo as exigências da lei de Califórnia).

Tendo de esperar um ano para casar, ou ser preso, Rambova e Valentino viveram em apartamentos separados na cidade Nova Iorque, e a 14 de março de 1923 casaram-se legalmente.

Muitos amigos de Valentino não gostavam de Rambova e seu controle sobre o amigo. Durante seu relacionamento com Rambova, Valentino perdeu muitos amigos e sócios em negócios - incluindo June Mathis. Mais ao fim do casamento, Rambova foi banida dos sets de Valentino contratualmente. Divorciaram-se em 1925, amargamente, com Valentino não dando um dólar seu a Rambova.

A sexualidade de Valentino sempre foi objeto de especulação. Houve quem dissesse que ele era homossexual, tendo tido relacionamentos com ambos seus colegas de quarto Paul Ivano e Douglas Gerrad, e ainda Norman Kerry (abertamente homossexual), Jacques Herbertot e Andre Daven.

Um pouco antes de sua morte, Valentino estava tendo um relacionamento com a atriz Pola Negri. Negri fez uma cena em seu funeral, dizendo que eles haviam casado, o que até hoje não se sabe realmente.

Morte e funeral

Em 15 de agosto de 1926, Valentino teve um colapso, no Hotel Ambassador, em Nova Iorque. Foi hospitalizado na Policlínica de Nova Iorque e submeteu-se a uma cirurgia referente a uma úlcera perfurada. A cirurgia foi bem sucedida e ele pareceu se recuperar. Infelizmente, abateu-se-lhe uma peritonite, que se propagou por todo o corpo. Morreu oito dias mais tarde.

Mais de 100.000 pessoas foram às ruas de Nova Iorque para oferecer as suas condolências. O evento em si era um drama próprio: a atriz Pola Negri desmoronou de histeria sob o caixão e janelas foram despedaçadas pelas fãs. Revelou-se mais tarde como um conluio de planejamento de publicidade. A missa fúnebre de Valentino em Nova Iorque ocorreu na igreja católica romana de "Malachy de Saint", chamada frequentemente de “capela do ator”, porque fica situada na rua do oeste 49th no distrito do teatro de Broadway, e tem uma associação longa com figuras do show business.

Depois que o corpo de Valentino foi levado por trem através do país, um segundo funeral se deu na costa oeste, na igreja católica do bom pastor em Beverly Hills. June Mathis, seu grande amigo, ofereceu sua cripta para que Valentino fosse enterrado, pois seria uma solução provisória. Entretanto, Mathis morreu no ano seguinte e Valentino foi colocado na cripta adjacente. Os dois ainda estão enterrados lado a lado no cemitério de Hollywood.

Durante anos, em todos os aniversários de sua morte, uma mulher de negro colocou rosas em seu túmulo. Descobriu-se em 1945 que ela era Marion Brenda, que Valentino conhecera numa festa pouco antes de morrer. Ela afirmava ter se casado com ele, o que nunca foi comprovado. [2]

Valentino deixou a sua mansão ao seu irmão, irmã e Teresa Werner (tia de Rambova).

Filmes sobre Valentino

A vida de Rudolph Valentino foi filmada para televisão e cinema. Uma destas biografias é o filme Valentino , de Ken Russell, no qual Valentino é retratado por Rudolf Nureyev.

Um filme mais profundo sobre o ator, igualmente chamado Valentino, foi lançado em 1951, onde Anthony Dexter é Valentino.

O curta metragem Daydreams of Rudolph Valentino, com ator Vladislav Kozlov como Valentino, foi apresentado no cemitério de Hollywood em 23/08/2006, marcando 80 anos da morte de Rodolfo Valentino.


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